
A baixa adesão ao recadastro do Tarifa Zero preocupa a prefeitura, especialmente com o prazo terminando em 26 de março. A menos de dois meses do fim do prazo, apenas 2,7% dos estudantes cadastrados no Tarifa Zero tiveram o recadastro validado em Uberlândia. Dados da Prefeitura mostram que, dos 52.377 alunos beneficiários, somente 1.435 conseguiram concluir com sucesso a atualização obrigatória até esta quarta-feira (5). Esse percentual é considerado crítico, dado o risco de bloqueio do benefício.
O recadastro do Tarifa Zero é exigido de todos os estudantes e deve ser feito exclusivamente pelo aplicativo Ubetrans-Supersit. Embora 5.821 alunos tenham iniciado o processo, a maioria teve o pedido reprovado ou sequer finalizou. O prazo final para regularização termina em 26 de março.
Segundo a Administração Municipal, a principal causa das reprovações no recadastro do Tarifa Zero está relacionada ao envio de documentos fora do prazo e fotos que não atendem aos critérios exigidos. Além disso, o cenário é agravado pelo grande número de estudantes que ainda não acessaram o sistema para tentar a atualização cadastral.
A atualização começou em 26 de janeiro e é conduzida pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) e da Ubertrans, conforme prevê a legislação que regulamenta o benefício. Com a versão atual do aplicativo, o recadastro passou a ser obrigatório para todos os estudantes, independentemente da data de ingresso no programa.
Pelas regras vigentes, o recadastro do Tarifa Zero deve ocorrer a cada seis meses, com a apresentação de documentos emitidos nos 30 dias anteriores, contendo nome do estudante, assinatura, data e carimbo do responsável pela instituição de ensino. O descumprimento do prazo resulta em bloqueio automático do passe.
Além dos recadastramentos, a Prefeitura informa que novos cadastros estão abertos desde janeiro. Até agora, cerca de 950 novos estudantes conseguiram ingressar no programa. No entanto, 1.800 cartões ainda aguardam retirada presencial na sede da Ubertrans. A Settran afirma que mantém um monitoramento contínuo do Tarifa Zero, com fiscalizações permanentes e auditorias aleatórias. A pasta pode solicitar documentação complementar, checar matrícula e frequência junto às instituições de ensino e bloquear imediatamente o benefício em caso de irregularidades, assegurando o direito à ampla defesa.
As instituições de ensino também têm um papel importante no controle do programa e devem encaminhar mensalmente à Settran a relação atualizada de estudantes matriculados. O benefício pode ser cassado se houver uso indevido do cartão, como empréstimo, venda ou compartilhamento com terceiros.
Criado para garantir o acesso de estudantes ao transporte público, o Tarifa Zero atende alunos do ensino fundamental, médio, técnico, superior e pós-graduação, desde que matriculados em cursos reconhecidos pelo MEC e com carga horária mínima de 600 horas. O sistema utiliza um cartão personalizado com reconhecimento facial em toda a frota do transporte coletivo, um mecanismo adotado para reduzir fraudes e reforçar o controle do benefício.














































