Um homem de 25 anos foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (3) após confessar ter matado o próprio filho, um bebê de apenas 3 meses, no bairro Jardim das Palmeiras, na zona oeste de Uberlândia. Além dele, a esposa, de 22 anos, também foi detida pela suspeita de saber das agressões que a criança sofria e não ter agido para protegê-la.
A princípio, o caso começou a ser investigado após o Samu ser acionado para reanimar a criança. Na ocasião, os familiares alegaram que o menino teria entrado em parada cardiorrespiratória devido a um forte engasgo durante a amamentação.
Versão de engasgo desmentida pelo IML
De acordo com o relatório, a ocorrência chegou até o Samu por volta das 23h03 de terça-feira (2) na Rua dos Marrecos. Pelo telefone, os parentes relataram o suposto engasgo e receberam instruções de manobras de salvamento remotamente, enquanto a viatura se deslocava para o endereço.
Assim que chegaram ao local, os socorristas encontraram a criança totalmente sem pulso. A equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de 35 minutos, mas, infelizmente, a criança não reagiu e o óbito foi declarado oficialmente às 0h02 desta quarta-feira.
Apesar das alegações iniciais da família, os profissionais identificaram hematomas pelo corpo do bebê. Por isso, assim que o corpo deu entrada no Instituto Médico Legal (IML), os legistas emitiram um alerta sobre possíveis sinais de violência física, o que fez com que a Polícia Civil assumisse a investigação do caso imediatamente.
Confissão e violência doméstica
Conforme explicou o delegado de homicídios, Carlos Fernandes, os exames confirmaram que o bebê apresentava uma severa hemorragia cerebral decorrente de um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave. Logo após o resultado do laudo, os investigadores localizaram e interrogaram os pais.
Durante o depoimento, o cenário real veio à tona. O pai confessou que levou o filho para o quarto porque não aguentava mais o choro do menino e, nesse momento, desferiu uma série de socos contra a cabeça do bebê. Posteriormente, ele saiu do cômodo fingindo que o filho havia se engasgado, chegando a proibir a esposa de ligar para a emergência até que a situação se tornasse irreversível.
Ademais, a mãe revelou em depoimento que dias antes já tinha presenciado o companheiro agredir a criança com socos e arremessá-la contra o berço. Por conta dessa conivência e da falta de denúncia, a genitora também foi autuada em flagrante por omissão de socorro, uma vez que não adotou nenhuma medida para impedir a continuidade da violência física.
Proteção à outra filha do casal
Por fim, o casal passou pelos procedimentos de polícia judiciária na sede da Delegacia de Homicídios e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Vale ressaltar que a outra filha do casal, uma menina de dois anos que também estava na residência no momento do crime, foi prontamente acolhida pelo Conselho Tutelar. Atualmente, ela permanece protegida e sob os cuidados de familiares de apoio.















































