Para não levantar suspeitas na central de segurança, os criminosos forçaram o vigilante a cumprir o cronograma rigoroso de rondas enquanto era vigiado por uma dupla armada. Anteriormente, o funcionário havia sido rendido, obrigado a ficar apenas de cueca e escondido em uma valeta sob ameaça constante.
O crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (30), em uma usina fotovoltaica na zona rural de Perdizes. Vale ressaltar que, três dias antes do ataque, a usina já havia detectado drones sobrevoando a área, o que indica um monitoramento prévio por parte da quadrilha. Na noite do crime, por volta das 21h30, o vigilante saiu de seu container de descanso ao ouvir latidos, sendo imediatamente surpreendido por cerca de seis indivíduos vestidos de preto.
Após ser rendido, a vítima foi questionada sobre o funcionamento das inspeções. Diante da explicação de que as rondas eram monitoradas por GPS e fotos a cada duas horas, os autores ordenaram que o trabalhador vestisse o uniforme novamente. Dessa forma, o vigilante realizou três trajetos completos sob a mira de armas encostadas em suas costas, garantindo que o sistema central não detectasse a invasão.
Enquanto isso, o restante do grupo realizava o desmonte da estrutura. A ação durou várias horas e os criminosos fugiram apenas às 4h30. Além de materiais de alto valor, como fios de cobre e maquinários, o grupo levou o colete balístico, a arma do vigilante e o aparelho de gravação de vídeo (DVR) para apagar rastros. Atualmente, o prejuízo é estimado em R$ 500 mil e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.














































