
Famílias apontam casos antigos de agressões, racismo e falta de solução por parte da instituição
Relatos de pais de alunos da Escola Estadual Sérgio de Freitas Pacheco, no bairro Tibery, em Uberlândia, indicam que casos de bullying e conflitos entre estudantes não são episódios isolados ou recentes na unidade. Com efeito, após a agressão com faca envolvendo dois alunos nesta quarta-feira (18), diversas famílias decidiram quebrar o silêncio e relatar situações recorrentes de violência, cobrando medidas mais efetivas do Estado.
Nesse sentido, uma mãe de duas alunas afirmou que a filha mais velha enfrentou intimidações frequentes ao longo de todo o último ano letivo. Apesar de ter realizado registros formais junto à direção, ela ressalta que os problemas nunca foram solucionados. Consequentemente, a estudante chegava a ligar para a casa quase diariamente chorando. Além disso, a mesma responsável relata que sua filha mais nova já foi vítima de racismo dentro da unidade, lamentando que, embora as famílias sofram, nada seja resolvido.
Paralelamente, outro relato reforça o cenário de insegurança. Daniel Rafael, pai de duas ex-alunas, precisou retirar as filhas da escola em 2024 após descobrir que uma delas era alvo de chantagens e opressão devido à sua orientação sexual. Na época, Daniel chegou a registrar um Boletim de Ocorrência e procurou o Conselho Regional. Todavia, ele desabafa que “ninguém respondia nem fazia nada”. Diante da ausência de providências pela gestão e pela Delegacia de Ensino, a transferência foi a única alternativa para garantir o bem-estar das jovens.
Em suma, as denúncias convergem para um ambiente marcado por conflitos sem o devido encaminhamento pedagógico. Até o momento, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) não retornou os contatos da reportagem para comentar as medidas de segurança e apuração dos fatos.













































