
Além do risco de eletrocussão, motoristas podem acabar arcando com prejuízos em torno de R$ 10 mil; só em 2026, foram 36 batidas contra postes em Uberlândia
Uberlândia registrou uma média de uma batida de veículo contra poste de energia a cada três dias desde o início de 2026. Conforme revela um levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), entre 1º de janeiro e 23 de abril, foram contabilizadas 36 ocorrências no município. Embora o número seja alto, a média de 2025 foi ainda mais alarmante, com uma batida a cada 2,4 dias, totalizando 152 casos no ano.
Ao expandir a análise para o Triângulo Mineiro, os dados impressionam: ocorre um acidente a cada 0,6 dia em 2026, somando 166 colisões em apenas 113 dias. Além disso, apenas na última semana, Uberlândia registrou dois acidentes graves dessa natureza, incluindo uma colisão no Centro que deixou um casal ferido.
Passageiros só devem sair do veículo em casos de emergência
Segundo a Cemig, o maior risco imediato após a batida é a eletrocussão, já que redes de média tensão operam com até 13 mil volts. Nesse sentido, a orientação técnica é permanecer dentro do automóvel, pois os pneus e a estrutura metálica criam a proteção conhecida como “Gaiola de Faraday”.
Entretanto, caso haja princípio de incêndio, o ocupante deve saltar com os pés juntos, sem tocar no carro e no solo simultaneamente, afastando-se com passos curtos para evitar a “tensão de passo”.
Para quem vai a conta quando um poste é derrubado?
No que diz respeito aos custos, a manutenção depende da finalidade da estrutura. Se o poste pertencer à rede de distribuição, a Cemig faz a troca; se for exclusivo de iluminação pública, a responsabilidade é da prefeitura. Contudo, em ambos os casos, o motorista causador deve ressarcir os prejuízos.
De acordo com a companhia, o custo médio dessas ocorrências é de R$ 10 mil. Todavia, esse valor pode subir consideravelmente se houver danos a transformadores, religadores ou luminárias especiais.













































