A quantidade de motoristas inabilitados preocupa as autoridades de trânsito, uma vez que dados recentes da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag) indicam que a cidade registra, em média, 17 autuações por dia. Entre janeiro e agosto deste ano, isso representa aproximadamente 500 infrações mensais, totalizando 3.600 autuações.
Além disso, o aumento de 17% nas infrações em relação ao mesmo período de 2024 é alarmante. No ano passado, foram realizados 4.790 flagrantes. Assim, especialistas enfatizam que essa situação exige atenção imediata, pois o elevado número de condutores sem habilitação circulando pelas ruas impacta diretamente os índices de acidentes com vítimas e sobrecarrega os serviços de emergência.
De acordo com o Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais, os acidentes de trânsito com vítimas que envolvem motoristas sem CNH cresceram mais de 30% em Uberlândia neste ano. Ao mesmo tempo, os casos sem vítimas diminuíram, o que indica que a gravidade das ocorrências tem aumentado substancialmente.
O que os números mostram
Estimativas baseadas nas médias mensais e anuais anteriores sugerem que Uberlândia registra cerca de 400 a 500 infrações por mês relacionadas a condutores inabilitados. Portanto, esse volume equivaleria a 3.600 a 4.000 infrações de janeiro a agosto, um patamar que, conforme descrito em reportagens recentes, reforça a gravidade da situação.
Educação e fiscalização são fundamentais
Para Denise Labrea, especialista em gestão urbana e acidentes de trânsito, é necessário ir além da punição. “Formar bons condutores é essencial. Não se trata apenas de ensinar a passar na prova, mas de preparar o motorista para o trânsito real. Assim, precisamos de uma educação mais completa, que ensine comportamento e responsabilidade ao volante.” Ela defende mudanças na forma de capacitação dos motoristas, assim como o fortalecimento das campanhas de conscientização.
Por que isso é preocupante
O risco à segurança no trânsito é elevado, uma vez que motoristas sem habilitação não passam pelas etapas de formação exigidas, como aulas teóricas e práticas. Isso implica que eles circulam sem o conhecimento necessário para dirigir de forma segura, aumentando as chances de provocar acidentes.
Além disso, existe a possibilidade de reincidência; apesar de ser uma infração grave, dirigir sem CNH permanece recorrente. A falta de fiscalização eficiente e o desconhecimento das consequências legais contribuem para que muitos repitam a infração.
Por fim, a gravidade dos acidentes é uma preocupação constante. Quando motoristas inabilitados se envolvem em colisões, os desfechos geralmente são mais graves. Além dos danos materiais, há riscos de ferimentos sérios e até mortes, o que gera responsabilidades civis e criminais para o condutor.













































