A Justiça acatou o pedido do Ministério Público (MP) e converteu a prisão temporária de Claudia Soares e de seu vizinho Paulo Gomes em prisão preventiva. Isso significa que ambos devem permanecer detidos até o julgamento. Eles são suspeitos de assassinar a farmacêutica Renata Bocatto Derani em uma emboscada, ocorrida há cinco anos em Uberlândia. Além de ser acusada de mandar matar a farmacêutica, Claudia também foi responsável pelo sequestro de uma bebê no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde trabalhava como médica, no ano passado.
Segundo a solicitação do MP, a dupla representa um perigo à ordem pública. Além disso, o órgão argumenta que a manutenção da prisão é necessária para evitar que os suspeitos possam eliminar provas ou coagir testemunhas. Outro ponto relevante é que eles não têm residência fixa em Uberlândia, onde o crime foi cometido. Essas justificativas foram acatadas pelo poder judiciário.
Disputa de guarda leva Claudia a mandar matar farmacêutica: relembre o caso
A dupla foi presa em novembro deste ano, em Itumbiara (GO). De acordo com a Polícia Civil (PC), a médica teria planejado a morte de Renata, que foi assassinada ao chegar do trabalho, após ser baleada por Paulo Gomes. O crime ocorreu em novembro de 2020.
Para tentar encobrir o crime, Claudia escreveu uma carta atribuída a um homem supostamente insatisfeito com o término de um relacionamento. No entanto, a trama foi descoberta após as autoridades localizarem o dono da moto utilizada no crime, que é filho do autor. Ele colaborou com as investigações, que apontaram o pai e Claudia como responsáveis pelo crime.
Ainda segundo a PC, a suspeita convenceu seu vizinho Paulo a matar Renata ao afirmar que a mulher teria agredido a filha dela. Contudo, Claudia não tem filhos. As investigações revelam que ela arquitetou a morte para ficar com a filha da farmacêutica, já que Claudia se relacionou com o ex de Renata e tinha contato com a criança.
A PC afirma que a médica apresenta uma obsessão por maternidade.
Histórico de crimes e obsessão por maternidade
Além do assassinato da farmacêutica, Claudia já havia sido indiciada por sequestro de recém-nascido, falsidade ideológica, tráfico de pessoas e tentativas irregulares de adoção.
Médica tentou comprar bebê de Salvador
André Guimarães, morador de Salvador (BA), relatou em julho de 2024 que Claudia tentou comprar o bebê dele por R$ 10 mil. Ele explicou que a médica chegou até o casal por meio da associação de moradores do bairro Vila Canária, alegando que queria fazer uma doação de enxoval. “Ela chegou com a ideia de que estava precisando fazer a doação de um enxoval de um menino, que queria doar para uma mãe grávida, pois tinha feito uma promessa porque o filho dela estava na UTI e, se o menino saísse da UTI, ela doaria todo o enxoval”, relembrou.













































