A greve dos Correios teve início nesta quarta-feira (24) e já está afetando Uberlândia, Uberaba e outras cidades do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. Essa paralisação, que é por tempo indeterminado, foi decidida após assembleias da categoria que rejeitaram uma proposta apresentada no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
É importante destacar que a paralisação ocorre em um período de alta demanda, com um aumento significativo no volume de encomendas devido às compras de fim de ano. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Uberaba e região (Sintect-URA), a proposta não atendeu às principais reivindicações dos trabalhadores, que incluem a reposição da inflação, melhorias no plano de saúde e a contratação de aprovados em concurso público. A negociação coletiva teve início em 1º de agosto, mas, segundo os representantes da categoria, não avançou devido à falta de acordo com a empresa.
A decisão de entrar em greve foi tomada após a mediação do vice-presidente do TST, ministro Guilherme Caputo Bastos, que apresentou uma proposta intermediária. Essa proposta foi levada às assembleias em todo o país. No entanto, em Minas Gerais, os sindicatos rejeitaram a proposta e decidiram pela paralisação, resultando na adesão de todo o estado ao movimento.
Greve alcança mais de 150 cidades em Minas
Segundo Wolnei Capoli, vice-presidente do Sintect-URA, a base territorial do sindicato abrange 156 municípios, incluindo cidades do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul de Minas, além de partes do Norte, Noroeste e Centro-Oeste do Estado. Assim, há trabalhadores parados em cidades como Uberaba, Uberlândia e Poços de Caldas.
Embora a greve esteja em andamento, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade, considerando que se trata de um serviço essencial. O sindicato afirma que está cumprindo a decisão e mantém equipes mínimas em funcionamento para garantir serviços urgentes e essenciais. Além disso, eles informam que o movimento segue os parâmetros legais e que novas rodadas de negociação podem ocorrer caso haja avanços nas tratativas com a empresa.
Em nota, os Correios informaram que as agências devem permanecer abertas durante o período de paralisação. No entanto, a empresa alertou que alguns serviços podem sofrer atrasos, dependendo da adesão dos trabalhadores ao movimento grevista.
Greve também começou em outros estados
Vale ressaltar que o movimento grevista dos trabalhadores dos Correios não se restringe a Minas Gerais. Em outros estados do país, a paralisação teve início no dia 17 de dezembro, após decisões semelhantes tomadas em assembleias da categoria, que também rejeitaram as propostas apresentadas durante as negociações nacionais.














































