O mistério em torno do desaparecimento de Aldenir Oliveira Santos, de 35 anos, em Uberlândia chegou ao fim, mas com um desfecho trágico. Seu corpo foi encontrado 68 dias após seu desaparecimento, já em estado avançado de decomposição, dentro de um carro abandonado em um canavial na zona rural de Betel, localizado entre Uberlândia e Uberaba.
Santos desapareceu no dia 5 de maio, após sair de casa com o objetivo de entregar um carro que havia vendido. Segundo informações da família, ele pretendia encontrar o comprador no cartório e, em seguida, levar o veículo até uma oficina no bairro Tibery, a pedido do suposto comprador, com quem ele já havia trabalhado anteriormente. Desde então, não houve mais nenhum contato, e o caso foi oficialmente registrado como desaparecimento.
O veículo, um VW Gol branco, foi descoberto por um funcionário da Fazenda Bom Jardim, que estava trafegando em um carreador e notou marcas estranhas entre as fileiras de cana. Curioso, ele se aproximou e encontrou o carro com a porta do motorista aberta. Ao olhar para o interior, viu larvas no assoalho, o que chamou sua atenção. Assim, a Polícia Militar foi acionada e, ao abrir o veículo, encontrou um corpo humano já em decomposição no banco traseiro. Não havia documentos pessoais, marcas de violência ou sinais de sangue visíveis no local.
No entanto, as roupas encontradas no corpo coincidiram com a descrição fornecida pela família de Aldenir Santos no boletim de desaparecimento, e o carro também tinha a mesma placa registrada. Apesar disso, a identificação definitiva ainda depende de exames complementares.
Pouco antes de desaparecer, Aldenir enviou um áudio à família, informando os próximos passos que planejava seguir em Uberlândia. Na mensagem, ele mencionou que deixaria o carro com duas pessoas conhecidas e, em seguida, seguiria de moto até um advogado para buscar o contrato. Segundo ele, o compromisso no banco ficaria agendado para o dia seguinte. Esta gravação foi a última comunicação de Aldenir Santos com seus familiares.
Desde o desaparecimento, os familiares de Santos mobilizaram redes sociais e até recorreram à imprensa em busca de ajuda. A esposa relatou que ele não tinha vícios, era trabalhador e tinha tudo planejado para o dia da viagem. Embora imagens de segurança mostrassem o carro em frente ao cartório, nenhuma pista adicional foi encontrada a partir desse momento. O suposto comprador do veículo chegou a prestar depoimento na Polícia Civil, afirmando que perdeu contato com Aldenir Santos após combinar a entrega do carro.
Por fim, o corpo de Aldenir foi sepultado em Conceição das Alagoas, sua cidade natal, no sábado (12). A causa da morte ainda não foi determinada pela perícia oficial.













































