A falta de água potável no distrito de Pindaíbas, entre os dias 6 e 8 de outubro de 2021, motivou a atuação do Procon e da Procuradoria Municipal. Como resultado, a Copasa foi multada em R$ 625 mil por deixar a comunidade sem acesso a água potável. A decisão, que foi mantida pela Procuradoria-Geral do Município, foi publicada no Diário Oficial do Município na última quinta-feira (20).
Segundo a Prefeitura de Patos de Minas, o processo administrativo teve início após inúmeras reclamações de moradores sobre a escassez de água durante os dias mencionados. Os consumidores relataram que a falta de abastecimento prejudicou suas tarefas cotidianas, comprometeu sua dignidade e afetou a saúde da população, especialmente no contexto da pandemia de Covid-19, quando a higienização das mãos se tornou essencial.
Em uma fiscalização realizada no dia 8 de outubro, o Procon registrou oito autos de constatação, confirmando a ausência de abastecimento. Em sua defesa, a Copasa alegou que o fornecimento no dia 6 ocorreu normalmente; no entanto, nos dias 7 e 8, houve paralisações programadas para manutenção no Córrego Bauzinho e ajustes em bombas de sucção. A empresa também afirmou ter disponibilizado um caminhão-pipa até o dia 14, embora esse recurso não tenha sido utilizado.
Entretanto, a Procuradoria considerou que as provas apresentadas pela Copasa não eram suficientes e estavam contraditórias em relação aos relatos dos consumidores. Além da multa imposta, o Procon havia exigido que a companhia restabelecesse o abastecimento em até 24 horas e apresentasse informações detalhadas sobre as causas do desabastecimento.
Em nota, a empresa informou que não se manifesta sobre processos administrativos em tramitação.
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