A coleta de lixo em Uberlândia foi retomada na manhã desta quinta-feira (12), após um acordo firmado por volta das 7h40 entre os trabalhadores da Limpebras e a empresa responsável pelo serviço. Essa retomada ocorreu após quase 14 horas de paralisação, que havia começado às 17h de quarta-feira (11) e mobilizou funcionários dos turnos da noite e da manhã.
Segundo os trabalhadores, após longas horas de negociação, foi possível chegar a um consenso sobre o tíquete alimentação, que era o principal ponto de impasse. A manifestação teve início na quarta-feira, quando os funcionários do turno noturno cruzaram os braços no Distrito Industrial. Nas primeiras horas desta quinta-feira, parte dos trabalhadores do período da manhã também aderiu ao movimento.
Os manifestantes inicialmente rejeitaram a proposta apresentada no acordo coletivo de 2026, que previa um reajuste do tíquete alimentação para R$ 1.000 mensais, condicionado à ausência de faltas injustificadas e ao limite máximo de três atestados médicos por mês. De acordo com a proposta anterior, o trabalhador que ultrapassasse três atestados perderia o benefício integral no mês.
Durante a paralisação, os trabalhadores relataram também descontos considerados indevidos no tíquete e questionaram as regras impostas para a manutenção do benefício.
O que mudou no acordo: De acordo com Bruno, um dos representantes do movimento, o novo acordo garantiu o reajuste do tíquete alimentação para R$ 1.000, com desconto apenas a partir do quarto atestado médico no mês, diferentemente da proposta anterior. Além disso, ficou acordado que, caso o atestado seja motivado por uma ocorrência durante o horário de trabalho, não haverá desconto no benefício.
“O pessoal lutou desde as 17h de quarta-feira e conseguimos chegar ao acordo que queríamos”, afirmou Bruno. Com essa definição, os trabalhadores do turno da manhã já saíram para realizar a coleta de lixo em Uberlândia, enquanto a equipe do turno da noite deve retornar às atividades ainda nesta quinta-feira.
Durante a mobilização, os trabalhadores também defenderam o reconhecimento da categoria como essencial, citando a PL 4146/2020, que trata da regulamentação da profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana no Brasil.













































