A Polícia Civil segue investigando um esquema de falsificação de atestados médicos em Uberlândia, com três inquéritos abertos para apurar o crime. O crescimento desse tipo de fraude tem chamado atenção, especialmente após a prisão de pai e filho no ano passado, quando uma operação policial revelou um esquema de venda de documentos falsificados.
Em 2024, pelo menos 36 pessoas já foram denunciadas por apresentar ou falsificar atestados médicos na cidade. Esse número representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior, acompanhando a tendência estadual. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), o crescimento desse crime se mantém no mesmo patamar em todo o estado.
No caso da operação realizada no ano passado, a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas que levaram à prisão dos envolvidos e à apreensão de diversos documentos falsificados. Agora, a investigação segue em andamento na 3ª Delegacia de Polícia, onde, além da fraude, também são apurados crimes contra a fé pública. Como as diligências ainda estão sendo realizadas, detalhes do caso não foram divulgados.
Atenção: Apresentar atestado falso é crime!
Existem duas formas principais de enquadramento legal para essa prática:
Falsidade de atestado médico – Quando o próprio médico participa da fraude, podendo responder em juizado especial.
Falsificação de documento – Crime mais grave, aplicável a qualquer pessoa que utilize um atestado falso.
Grande parte das fraudes registradas em Uberlândia está relacionada a trabalhadores que tentam justificar ausências no serviço para evitar advertências ou simplesmente se esquivar de suas responsabilidades. No entanto, essa prática pode gerar consequências severas, incluindo demissão por justa causa e até processos criminais.
Créditos: G1











































