Um adolescente de 16 anos foi apreendido na tarde desta segunda-feira (17) sob suspeita de participação na tentativa de latrocínio que vitimou um casal no bairro Morada da Colina, em Uberlândia (MG), na última sexta-feira (14). O crime resultou em ferimentos graves para um jovem, que foi esfaqueado diversas vezes durante a tentativa de roubo. Enquanto isso, o segundo suspeito, identificado como primo do adolescente, segue foragido.
Segundo o depoimento prestado pelo menor às autoridades, ele e o primo haviam planejado o assalto com o objetivo de roubar um carro e dinheiro. Durante a ação criminosa, o adolescente estava armado com uma faca, enquanto o primo portava um simulacro de arma de fogo. O ataque ocorreu no momento em que o casal saía de um restaurante. De acordo com o relato do jovem, a vítima reagiu, desencadeando uma luta corporal, o que levou aos múltiplos golpes de faca antes da fuga dos criminosos, que levaram o veículo e os pertences do casal.
As investigações avançaram rapidamente e, no domingo (16), o carro roubado foi localizado em um condomínio no bairro Mansour. A perícia foi acionada para analisar o veículo em busca de impressões digitais e material genético que possam auxiliar na identificação dos envolvidos. Além disso, o adolescente, ao ser detido, forneceu detalhes que reforçam a linha de investigação da polícia.
Em depoimento, o jovem confessou o crime e admitiu que a faca usada na ação pertencia ao primo. Ele também revelou que o simulacro de arma de fogo foi adquirido em uma loja e admitiu participação em outro assalto ocorrido na mesma região no dia 7 de fevereiro. Segundo ele, a intenção inicial não era ferir a vítima, mas a situação saiu do controle após um soco desferido contra ele. Além disso, o adolescente negou qualquer intenção de crime sexual contra a namorada do jovem ferido, alegando que a ideia era apenas afastar o casal para dificultar a busca por socorro.
No entanto, a apreensão do adolescente gerou questionamentos. O advogado de defesa alega que houve ilegalidades no procedimento, uma vez que o menor não foi detido em flagrante. Ele estava trabalhando como menor aprendiz em uma empresa quando foi apreendido, e, segundo o defensor, a medida foi irregular, pois o jovem já estava sob investigação, mas não era perseguido ou procurado pela polícia no momento da abordagem. Diante disso, a defesa pretende contestar a legalidade da detenção e buscar medidas judiciais para reavaliar o caso.











































