Um medicamento injetável voltado à prevenção do HIV, administrado a cada dois meses, está sob avaliação para eventual inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS). Embora o fármaco, denominado cabotegravir, já possua o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil, ele ainda não integra a rede pública de saúde.
Nesse sentido, o cabotegravir atua como um antirretroviral de longa ação, sendo empregado na profilaxia pré-exposição (PrEP). Enquanto o SUS fornece a PrEP majoritariamente em formato de comprimidos diários, a alternativa injetável surge portanto como uma solução facilitadora para indivíduos que encontram obstáculos na rotina de uso oral. Cumpre ressaltar, contudo, que o produto não atua como uma vacina, visto que não induz o organismo a gerar anticorpros próprios contra o patógeno.
Mecanismo de ação e diretrizes da PrEP injetável
Segundo esclarecimentos do infectologista Ricardo Kores, o composto promove a liberação gradual de um agente antiviral no corpo humano. Dessa forma, o mecanismo bloqueia uma fase determinante para que o vírus consiga concretizar a infecção. Além disso, o médico aponta que a injeção pode gerar desconforto local passageiro por dois ou três dias, exigindo monitoramento clínico contínuo e testagens regulares para o HIV.
No que tange à posologia, o protocolo em análise estabelece duas aplicações iniciais com intervalo de quatro semanas, seguidas de doses de reforço a cada dois meses. Por outro lado, vale lembrar que a PrEP não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), integrando um modelo de prevenção ampla. Ademais, a Anvisa aprovou o registro em 2023, mas a liberação gratuita depende agora de trâmites da Conitec, cujos detalhes e atualizações locais podem ser conferidos nas notícias de Uberlândia através do portal Uberlândia Notícias.
Cenário em Uberlândia e a relevância da testagem
Conforme aponta Edval Cantuário, que preside a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP), o município de Uberlândia registra cerca de 5,5 mil pessoas convivendo com o vírus ou com Aids, embora o montante possa ser superior devido a diagnósticos ocultos. Historicamente, os tratamentos evoluíram de dezenas de comprimidos diários para esquemas simplificados, permitindo inclusive que pessoas com carga viral indetectável alcancem a condição de intransmissíveis.
Apesar dos progressos terapêuticos, o estigma ainda afasta pacientes dos postos de atendimento. Portanto, a realização de testes regulares oferecidos pelo SUS permanece indispensável para o diagnóstico precoce e início imediato do acompanhamento médico adequado.











































