Paralisação de servidores atinge Hospital de Clínicas e começa a impactar atendimentos eletivos; urgências e emergências seguem mantidas
Com efeito, a greve na saúde em Uberlândia começou na última sexta-feira (27) e já provoca impactos diretos no atendimento do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Nesse sentido, a paralisação atinge principalmente as consultas, os ambulatórios e as cirurgias eletivas.
De fato, o movimento foi definido após um impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2027) entre os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — que passou a adotar o nome HU Brasil neste ano — e a direção da estatal. Segundo a categoria, não houve apresentação de proposta de reajuste salarial nem avanço nas cláusulas sociais.
De acordo com o enfermeiro Luiz Gavassi, a adesão tende a crescer ao longo desta segunda-feira (30), com a participação ativa de servidores administrativos e assistenciais. “Durante o fim de semana, o hospital já funciona em regime de plantão. Agora, com a adesão maior, o impacto começa a aparecer de forma mais clara, principalmente nos atendimentos eletivos”, explicou.
Apesar disso, mesmo com a paralisação, os serviços considerados essenciais seguem rigidamente mantidos, como atendimentos de urgência e emergência, além da assistência a pacientes internados. Ainda assim, a expectativa é de aumento nos impactos ao longo dos próximos dias.
Greve na saúde em Uberlândia impacta atendimentos eletivos
Em resumo, ambulatórios, consultas agendadas e cirurgias eletivas estão entre os serviços mais afetados pela paralisação. Portanto, a continuidade desses atendimentos depende diretamente do nível de adesão dos profissionais ao movimento paredista.
Além disso, a categoria afirma que a decisão pela greve ocorreu após semanas de negociação sem acordo, inclusive com tentativas de mediação por parte do Tribunal Superior do Trabalho (TST), porém sem avanço nas propostas.
Motivo da greve na saúde em Uberlândia
A saber, a paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, que aponta a falta de proposta econômica por parte da empresa e perdas salariais acumuladas que ultrapassam 25%.
Ademais, segundo representantes do movimento, o acordo coletivo venceu no fim de fevereiro e, desde então, não houve avanço nas negociações.
Mobilização continua em frente ao hospital
Enquanto isso, em Uberlândia, os trabalhadores se concentram em frente ao hospital, onde realizam assembleias e organizam a adesão ao movimento. Inclusive, uma nova reunião está acontecendo nesta segunda-feira (30), a partir das 8h, com atualização sobre as negociações e definição dos próximos passos.
Por fim, a categoria afirma que permanece aberta ao diálogo, mas reforça que a paralisação deve continuar enquanto não houver proposta concreta.
HC diz que mantém negociação e garante serviços essenciais
Por outro lado, a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), agora HU Brasil, responsável pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, informou que segue em processo de negociação com as entidades representativas dos trabalhadores para a definição do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2027).
Nesse contexto, a estatal afirma que as tratativas estão sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a última semana, com uma nova rodada de negociação prevista para esta segunda-feira (30). Portanto, a expectativa é que, na reunião, seja apresentado um índice econômico como forma de avançar nas negociações.
Do mesmo modo, a empresa destacou ainda que tem adotado medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais de saúde, mesmo com a paralisação, buscando minimizar os impactos à população.
Em nota, a HU também ressaltou que o último acordo coletivo firmado, válido entre 2024 e 2026, trouxe avanços econômicos e sociais para a categoria, reforçando o compromisso com o diálogo e a valorização dos profissionais.














































