Quase 20% dos municípios de Minas Gerais não conseguirão fechar as contas de 2025, segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento, que ouviu 701 gestores de cidades mineiras entre 14 de outubro e 5 de dezembro, abordou a situação fiscal e a previsão para o próximo ano, especificamente sobre o “13º Salário e o Encerramento de Exercício nos Municípios”.
De acordo com o estudo da CNM, 122 gestores de municípios mineiros (17,4%) afirmaram que não conseguirão fechar as contas deste ano. Em contraste, outros 543 disseram que devem encerrar o ano sem déficit, enquanto 36 gestores não responderam à pergunta.
A maioria dos entrevistados (18%) relatou que os principais desafios enfrentados na gestão até o momento estão relacionados à crise financeira e à falta de recursos. Esse número é seguido por instabilidade política e econômica (15%) e dificuldades com reajustes salariais (14%).
Em comparação com o Brasil, Minas Gerais supera levemente a média nacional de municípios que não irão fechar as contas de 2025, que é de 16,7%, totalizando 696 cidades.
Como foi o pagamento do 13º em Minas Gerais
Segundo a CNM, 46% dos gestores mineiros entrevistados informaram que o décimo terceiro salário foi pago em parcela única, enquanto 52% optaram pelo pagamento parcelado. De acordo com a legislação, a primeira parcela do 13º deve ser paga entre fevereiro e novembro, com prazo máximo até 30 de novembro.
Já a segunda parcela, para os empregadores que não optarem pelo pagamento integral, deve ser paga até 20 de dezembro e corresponde à complementação do valor total devido.
Qual a expectativa para a economia no próximo ano?
Para 2026, 41% dos gestores preveem um ano bom em relação à economia do município. Por outro lado, 27% responderam que a expectativa é ruim, 8% muito ruim e 16% se mostraram indiferentes a esse ponto.











































