O Diário Oficial de Minas publicou, nesta sexta-feira (5), um contrato com a construtora responsável pelas obras da Escola 13 de Maio, que contará com 16 salas de aula e um investimento de R$ 9 milhões. O documento, que foi divulgado, traz uma informação que reacende a discussão em torno da Escola 13 de Maio em Uberlândia. Ele prevê, portanto, a revisão de projetos executivos, a elaboração de projetos complementares e a execução das obras para a construção de um novo prédio da escola. Assim, a nova unidade escolar contará com 16 salas de aula em padrão convencional, com um investimento total de R$ 9.153.825,51. Vale ressaltar que a unidade escolar opera há mais de uma década em caráter provisório, distante de sua sede original, localizada na Avenida Monsenhor Eduardo.
A escola, que foi fundada há mais de 60 anos, vive um capítulo turbulento desde que o prédio do bairro Bom Jesus foi interditado devido ao risco de desabamento. O anúncio no Diário Oficial do Estado, embora não apresente um cronograma explícito de execução, indica um avanço administrativo e retoma um assunto que há anos se arrasta entre decisões judiciais, projetos parados e promessas de reconstrução. Essa é uma história que atravessa gerações.
A Escola Estadual 13 de Maio em Uberlândia é um símbolo de memória para pais, ex-alunos e funcionários que acompanharam seu desenvolvimento ao longo das décadas. A unidade já formou milhares de estudantes e recebeu educadores que marcaram a trajetória pedagógica da cidade. No entanto, o que antes era motivo de orgulho, com salas cheias e atividades tradicionais, se transformou em um ciclo de improvisos.
Há cerca de 15 anos, a Defesa Civil apontou riscos estruturais no prédio original e determinou sua interdição. Desde então, a escola passou por diferentes endereços alugados e temporários, sem uma sede fixa e frequentemente enfrentando limitações para atividades pedagógicas e acolhimento especializado. O sentimento relatado por famílias e professores é de frustração e abandono histórico.
Em 2019, uma decisão judicial determinou que o Estado reconstruísse a unidade dentro de dois anos após o fim dos recursos do processo, uma medida que reforçou a cobrança por uma resolução. Contudo, o tema seguiu sem conclusão prática ao longo dos anos, o que alimentou manifestações e mobilizações da comunidade para evitar o fechamento definitivo.
Agora, com a publicação no Diário Oficial, a comunidade aguarda detalhes mais objetivos sobre prazos, o projeto executivo e as etapas da obra. Cada avanço será observado de perto por aqueles que esperam, há anos, ver a escola funcionando novamente em um espaço definitivo.
O Paranaíba Mais solicitou à Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informações sobre o início das obras, a capacidade futura da escola e detalhes do projeto. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno.














































