Uma estudante de 8 anos revelou à professora que havia sido agredida pela mãe com uma mangueira de água em João Pinheiro. O motivo alegado para a agressão foi a dificuldade da criança em realizar a tarefa escolar. Segundo a ocorrência, a menina apresentou hematomas nos braços e nas costas, o que levou a educadora a encaminhá-la à direção da escola para averiguação.
Mesmo com o calor intenso, a menina estava vestindo meia-calça grossa, o que levantou suspeitas. Ao retirar a peça, a direção constatou novas marcas nas pernas, semelhantes às encontradas nos braços e no dorso. Diante da situação, a diretora da escola acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
No Hospital Antônio Carneiro Valadares, a médica que realizou o atendimento apontou lesões lineares, padronizadas e avermelhadas nos braços, abdômen, nádegas, pernas e costas da criança, além de hematomas no dorso. A menina recebeu atendimento médico, foi medicada e liberada para os procedimentos legais sob acompanhamento das conselheiras tutelares.
O Conselho Tutelar de Uberlândia informou que seguirá acompanhando a menina e a família, garantindo apoio psicológico e acompanhamento contínuo.
A mãe admitiu ter agredido a filha com uma mangueira. Em depoimento, afirmou estar “nervosa e sem paciência” porque a criança não conseguiu realizar a tarefa escolar. Segundo ela, a menina “não a escuta e nem obedece”. Após receber atendimento no PSF III, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Plantão para as devidas providências.
O pai da menina foi acionado e acompanhou o caso como responsável legal. Ele relatou à polícia que não estava em casa no momento das agressões e só soube do fato após o acionamento dos militares.
As autoridades reforçam que denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes podem ser feitas anonimamente pelos canais Disque 100, ou diretamente ao Conselho Tutelar e à Polícia Militar (190).














































