Na manhã desta quinta-feira (13), uma jiboia foi encontrada dentro de uma residência localizada no bairro Morada Nova, em Uberlândia. O morador, ao perceber a presença do animal, acionou o Corpo de Bombeiros pouco antes das 6h30 para realizar a captura da serpente. A equipe, então, fez a remoção com segurança, garantindo que a jiboia fosse devolvida ao seu habitat natural.
De acordo com os Bombeiros, a captura foi realizada de forma segura, sem causar ferimentos ao animal e sem riscos para os moradores. Após ser contida, a serpente foi solta em uma área de mata adequada, onde pôde retornar ao seu ambiente natural.
O animal encontrado no interior da residência era uma jiboia, uma espécie comum na região do Triângulo Mineiro. Essas serpentes são não peçonhentas, ou seja, não possuem veneno e matam suas presas asfixiando-as com o próprio corpo. Além disso, as jiboias podem atingir entre 2 e 3 metros de comprimento e pesar mais de 15 quilos. Elas são encontradas em diversos biomas brasileiros, incluindo o Cerrado, e possuem uma ampla distribuição, que vai da Argentina ao norte do México.
Ocorrências como essa são comuns nesta época do ano. Os bombeiros explicam que o aumento das temperaturas e o início do período chuvoso fazem com que cobras e outros animais silvestres se desloquem em busca de abrigo e alimento, o que pode levá-los a áreas urbanas e residenciais.
Segundo o biólogo Marco Aurélio Alves Perin, o aumento de ocorrências com cobras e outros animais silvestres está diretamente ligado ao avanço das cidades. “A expansão desordenada do perímetro urbano tem promovido a fragmentação e degradação dos habitats naturais”, afirma o especialista.
Com a perda de habitat, muitas espécies são forçadas a se deslocar em busca de alimento, abrigo e segurança, o que as leva a adentrar as áreas urbanas. O cenário é agravado pelas mudanças climáticas, que reduzem a oferta de recursos nas matas. “Alterações no regime de chuvas, aumento das temperaturas e eventos climáticos extremos têm contribuído para a escassez de água e alimento nas áreas naturais. Como consequência, animais silvestres tendem a explorar áreas urbanizadas, onde encontram resíduos, hortas e até alimento oferecido por humanos — o que pode aumentar sua permanência e gerar conflitos entre fauna e população urbana”, destaca Perin.
Por fim, o Corpo de Bombeiros reforça que a população não deve tentar capturar ou matar o animal. A recomendação é manter distância, isolar o local e acionar o resgate pelo número 193. É importante não tentar encurralar o animal, afastar crianças e animais domésticos, fechar portas e janelas, e aguardar a chegada do Corpo de Bombeiros.














































